Consideradas como a principal praga da pecuária brasileira, as cigarrinhas das pastagens, não são apenas uma espécie de inseto, mas um conjunto de espécies que dividem características comuns e atuam da mesma forma no pasto.
A infestação de cigarrinhas está diretamente ligada às condições climáticas, ocorrendo principalmente durante a estação das chuvas. A praga passa por três estágios principais:
Ovos (estado de diapausa)
Nesta fase, os ovos das cigarrinhas são depositados no solo perto da base da planta. Durante as secas, os ovos entram em estado de diapausa, um período de inatividade natural que suspende a reprodução dos embriões. Essa diapausa é um mecanismo de sobrevivência, para garantir que os ovos fiquem no solo até que as condições do ambiente sejam ideais para seu desenvolvimento.
Ninfas (fase jovem)
Durante o período das águas, as chuvas ativam os ovos dormentes no solo, que se desenvolvem em ninfas, o estágio mais jovem das cigarrinhas. É com elas que começam a aparecer os primeiros sintomas no pasto, como a sua característica espuma. Essa espuma cria um ambiente mais úmido e fresco, ideal para o desenvolvimento das ninfas, e mantém afastados possíveis predadores. É também nessa fase que elas começam a se alimentar da seiva da planta, e os primeiros sinais de amarelamento ficam visíveis.
Adultos
As cigarrinhas adultas mudam da base da planta para parte aérea, como as folhas e os caules. São responsáveis pela maior parte do dano, se alimentam sugando a seiva da planta e, nesse processo, injetam toxinas que causam a “queima do pasto” e fazem com que as folhas apresentem sinais de clorose e necrose, podendo levar até a morte da planta. Nesta fase as cigarrinhas começam a voar e podem atacar outras culturas próximas, como o milho, arroz e café.
É importante fazer controle das cigarrinhas logo no início de seu ciclo, pois elas possuem um grande potencial de multiplicação. Em uma única estação de chuva, esse ciclo pode acontecer 3 vezes.
Como as cigarrinhas afetam a produtividade
Falamos um pouco de como a cigarrinha ataca o seu pasto, e esses sintomas ficam ainda mais evidentes nos ataques a plantas novas e que não possuem tolerância a essas pragas. Esses ataques podem causar quedas expressivas na sua produtividade.
Um estudo publicado na revista Nature, revela que a perda de produtividade do capim pode variar entre 31% a 41%. Esses números não representam apenas a redução da matéria seca, mas também uma deficiência na qualidade da pastagem em si, afetando diretamente o desempenho do rebanho de gado. Esse mesmo estudo revela que as infestações podem reduzir a produtividade da carne bovina em 71%.
Quando a população desses insetos fica muito numerosa, em relação à área, pode ocorrer o comprometimento do pasto, que exigirá um manejo focado em exterminar as pragas e recuperar a área, o que pode aumentar o custo com controle químico, substituição do capim e realocamento dos animais.
Como fazer o controle contra cigarrinhas?
O jeito mais eficiente de fazer o controle das cigarrinhas é através das técnicas do MIP, que é o Manejo Integrado de Pragas. Para aplicação adequada do MIP, é preciso que as práticas sejam feitas de maneira preventiva, começando antes do estabelecimento da infestação. São elas:
Monitoramento
Monitorar seu pasto é a base fundamental da MIP e é preciso fazê-lo com frequência, principalmente durante as chuvas, quando a umidade acorda os ovos. Fazendo o monitoramento você conseguirá observar os aparecimentos e os dados para a tomada de decisão.
Controle Biológico
O controle biológico é indicado quando a infestação atinge entre 6 e 25 ninfas ou 20 a 30 adultos por m². Nesse estágio é feita a aplicação do fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae, conhecido como fungo verde, que causa doenças apenas nos insetos.
Controle Químico
Por ser mais agressivo, o controle químico é indicado apenas em situações de alta pressão por essas pragas, quando é encontrado um número superior a 25 ninfas ou 30 adultos por m². É importante consultar um engenheiro agrônomo para obter a recomendação ideal e usar apenas inseticidas registrados no Ministério da Agricultura.
Controle Cultural
Os últimos dois tópicos mostram como você pode tratar o pasto após a infestação das cigarrinhas. Mas você sabia que é possível se prevenir contra elas? A escolha da sua cultivar é muito importante nesse passo. Grande parte das brachiarias têm baixa ou média tolerância a cigarrinhas, o que significa que elas estão mais vulneráveis ao ataque dessas pragas. Escolher capins que toleram bem essas pragas dificulta a ação delas e diminui a agressividade e danos que elas causam.
Existe brachiaria resistente a cigarrinhas?
É muito importante tomar cuidado com o termo “resistência”. Quando usamos resistência, implicamos que a cultivar resiste, ou seja, não é afetada pelo ataque das cigarrinhas. Hoje, não existem cultivares que são imunes a essas pragas.
O Marandu, com tolerância entre média e alta contra as cigarrinhas, é uma boa opção entre as variedades comuns. Mas é possível garantir muito mais produtividade e tolerância do que o Marandu entrega.
A brachiaria híbrida Mavuno, é a melhor opção entre as brachiárias, pois garante uma tolerância alta, maior que do Marandu, enquanto entrega mais produtividade, palatabilidade e capacidade de suporte, pois carrega as melhores características genéticas da sua linhagem. Assim seu pasto fica mais seguro e seu gado mais gordo.
Quero saber mais sobre o Mavuno!
Ficou interessado ou quer mais informações? Nosso time está sempre pronto para te responder, seja com dúvidas, cotações ou suporte. Clique no botão abaixo e fale conosco!
