Cultivares híbridas são criadas por meio de um cruzamento controlado entre plantas da mesma espécie, mas com genéticas diferentes. Isso faz com que essa nova planta carregue as melhores características genéticas dos pais, criando uma cultivar mais resistente e produtiva.
Confira:
O mundo inteiro usa sementes híbridas.
O mercado de sementes híbridas mundial está em pleno crescimento. Em 2024, os híbridos representavam cerca de US$92.895 milhões, com uma expectativa de crescimento para US$190.393 milhões até 2033 no agro mundial.
De acordo com a Global Growth Insights, esses números representam que, de toda a produção global, 60% já são híbridos. Eles têm sido a opção ideal dos grandes produtores, pois, em geral, apresentam maior produção e rendimento, resistência a doenças e pragas, e, principalmente, adaptabilidade climática, possibilitando alta produção em todas as estações.
Ainda assim parece haver um certo receio entre os menores produtores. Esta mesma pesquisa aponta que, ao redor do mundo, apesar de ser a maior parte da produção, apenas 30% dos produtores utilizam híbridos em suas lavouras. Isso significa que existe muito espaço para os produtores crescerem, com possibilidade de produção equivalente aos grandes.
Como o híbrido está impulsionando as produções no mundo todo?
O setor do agronegócio vêm passando por grandes transformações. Entre as diversas causas, podemos apontar como principais as mudanças climáticas, o avanço do consumo de carne na África e na Ásia, a expansão urbana, que cada vez mais ocupa as áreas agricultáveis. Todos esses fatores fazem avançar a utilização de híbridos, para aumentar a produção em espaços menores e manter a produtividade mesmo nas estações mais complexas.
América do Norte
A América do Norte é, hoje, o principal consumidor de sementes híbridas no mundo, representando 35,2% do mercado. Devido aos avanços tecnológicos de plantio, eles adotam o uso de híbridos desde a década de 1930. Em 2024, nos EUA, 100% do milho comercial plantado era híbrido.
Ásia
A região com um crescimento mais rápido na utilização dos híbridos, cerca de 12,1% ao ano, a Ásia observou essa mudança como resultado dos investimentos em modernização e por causa da preocupação com a segurança alimentar. Hoje, na China, 57% da área produtiva de arroz é híbrida, representando 75% da produção total.
Europa
Representando 18,3% do mercado, é o polo científico mundial, com um forte investimento em pesquisa e cruzamento de plantas.
América Latina
Ainda com muito espaço para uso de híbridos, a América Latina ocupa uma porcentagem de 15,8% do mercado e segue crescendo, muito guiada pela expansão da agricultura, aumento nas exportações e implementação de novas tecnologias. No Brasil, 78% do milho plantado é híbrido e leva a soja como a segunda maior cultura produzida com híbridos.
Mas como a pecuária pode utilizar híbridos?
Seguindo esta tendência mundial, na pecuária já existem diversos híbridos de capim, cada um com suas características e vantagens. Entre eles, destacamos a Brachiaria Híbrida Mavuno, que é capaz de diminuir seu ciclo de engorda e aumentar o seu Ganho Médio Diário (GMD) em 50%. Devido à sua alta produção de matéria seca, você consegue aumentar sua produção e escala a quantidade de animais no seu pasto, permitindo até 6 UA por hectare.
Apesar de seu custo inicial ser ligeiramente maior que o das variedades convencionais, esse conjunto único de características faz com que sua produção seja muito maior, e você perceba mais dinheiro no seu bolso ao final da safra.
Quer produzir igual um grande produtor?
*dados da Global Growth Insights e da Emergen Research
